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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Arrábida: um lugar "quase" perfeito!
Arrábida, da Serra ao Mar de Luís Quinta e de Ricardo Guerreiro (2013)
Arrábida: para viver e morrer.
"O mais difícil não é ir à Arrábida, porque no Verão há carreiras de camionetas, no inverno há em Azeitão táxis ou carroças ou jeriquinhos tão prestáveis como os da Cacilhas de antigamente, e de janeiro a dezembro, para muita e muito boa gente, há duas pernas vigorosas e de boa vontade que fazem transpor a Serra pelo Vale do Picheleiro. Difícil, difícil, é entendê-la: porque boas praias, boas sombras e boas vistas há-as em toda a parte para os bons banhistas, os bons amigos de bem-comer, os bons turistas; o que não há em toda a parte é a religiosidade que dá à Serra da Arrábida elevação e sentido. Sabe-se lá se o alor místico lhe vem da origem, se lho deixaram - inefável herança! - os franciscanos do seu Convento?... Mas é fora de dúvida que o visitante, se o não apreendeu, saiu da Arrábida sem sequer ter entrado nela verdadeiramente!
Vá sozinho, suba ao Convento, que é onde o espírito da Serra converge e como que ganha forma; leve, se quiser, os versos de Agostinho (bem-aventurado, que no-lo editou, o Professor Mendes dos Remédios!) e experimente como afinal é fácil estar a sós com Deus.
Quando, de rosado, começa a arroxear-se o horizonte, a Serra é um vulto de sombra parado a meio do silêncio. Pios de ave, como goteiras, piguelingam de quando em quando e de onde a onde - e damos então mais consciente notícia do grande silêncio. Dizemos:
Assim com cousas mudas conversando,
com mais quietação delas aprendo
que outras que há, ensinar querem falando.
Se a Lua surgir, o mato começa a desenhar no chão arabescos que já sabemos ler; empalidece mais o Convento e nós, compenetrados da beleza divina (ou franciscana?) das coisas, somos a grande porta que se fecha sobre a Serra para a Serra dormir, pela noite longa e azulada de Estrelas, na sua, meditação que já dura séculos.
0 Céu fica-lhe perto: Bastaria acordar a meio da noite... Bastaria, para que Deus a ouvisse, sonhar alto um verso de Frei Agostinho, dos muitos que ele rezou e ela sabe de cor... "
Sebastião da Gama
sexta-feira, 2 de março de 2012
Arrábida: conforta-me, anima-me e aconchega-me.
"Quando só há gaivotas e solidão, é que a Arrábida se revela, se entrega inteirinha." Sebastião da Gama em Diário
"Arrábida – Serra de um Poeta” é um filme de cerca de dez minutos com que Miguel Brazuna se apresentou ao concurso “Arrábida – Curtas e Doc’s 2011”, promovido pela AMRS - Associação de Municípios da Região Sul - no âmbito da candidatura da Arrábida a Património Mundial. O filme baseia-se no livro de poemas de Sebastião da Gama, Serra-Mãe.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O Outono e a celebração do equinócio.
O Outono chega sempre com o calor do verão que, ainda, nos acalenta e aconchega, nos dias que vão ficando cada dia mais pequenos, mais frescos e menos ensolarados.
Ainda é tempo de ir à praia, agora, quase deserta e arriscar um mergulho (o último ?!). Acabar de ler o livro, que ficou a meio, porque, no verão, o sol está muito forte e a vontade de fazer alguma coisa é quase nula. Iniciar um outro, cuja leitura se prolongará até ao Inverno ...
(Usu)fruir das esplanadas de onde se vê o rio, o mar e a serra, a qualquer hora do dia, porque o calor já não aperta e "flâner" no lusco-fusco do final de tarde são as lembranças que eu guardo de outros Outonos.
E para quem celebrou o equinócio do alto do Formosinho, a minha admiração e os meus parabéns! Arrábida, um dos lugares mais belos que eu conheço. Perfeito para festejar a natureza! Com moscatel e tortas de Azeitão. Só lamento não ter estado lá ...
domingo, 11 de julho de 2010
Arrábida, Convento e Coro de Câmara de Setúbal.
Se existe um Deus ou vários deuses ou ... eles estiveram, ontem, na Capela do Convento da Arrábida, a ouvir o Coro de Câmara de Setúbal. Os deuses e nós!
Ave Maria de Josef Rheinberger. Concerto pelo Coro Feminino do Coro de Câmara de Setúbal, Convento da Arrábida, 11 de Julho 2009. Direcção: Raul Avelãs. Piano: Nuno Batoca.
Convento da Arrábida.
Fotografia de José Branco
E, ontem, os portões deste convento sempre fechados, abriam-se, com uma frase mágica: "Vimos para o concerto."
terça-feira, 13 de abril de 2010
As razões que me trouxeram a esta terra.
Não resisti em falar deste tema - peixe assado - que é tão característico desta terra de onde se vêem as estrelas (como eu refiro no meu perfil), mas de onde se vê também o rio, o mar e a serra, que fizeram, com que eu um dia escolhesse esta cidade para viver e trabalhar.

Eduardo Salavisa desenhador do quotidiano
Aqui, aprendi a apreciar esta ementa que, nesta cidade, se come, por hábito, ao almoço. Aliás, a grande maioria dos restaurantes de peixe não abre ao jantar. Concentram-se ao fundo da avenida principal, e pelas ruas paralelas, uns para o lado da doca de pesca, outros para o lado oposto. O menu, geralmente, consulta-se e escolhe-se na vitrine.
Agora, com a Primavera e com o tempo ameno, esta ementa e as esplanadas que abundam por esta cidade, tornam-se apetecíveis, como sugere este desenho de Eduardo Salavisa.
E, quando as dúvidas me assaltam sobre a minha opção de ter escolhido esta cidade para viver, vou até ao fim da avenida, sigo pela estrada sinuosa junto ao mar e subo a Serra até ao topo.
Volto para casa mais convencida, apesar de tudo!
sábado, 3 de abril de 2010
Estevas em flor no início da Primavera?!
Às cinco da tarde em ponto, lá estávamos, no Parque Urbano, para o nosso passeio. Começámos por subir umas ingremes escadas que, logo, tornámos a descer. E depois junto ao mar, sempre com a serra ao lado, passámos de praia em praia até as rochas nos barrarem o caminho.
Alcançámos a estrada, mas o desafio seguiu-se. "Conheço um caminho, pela serra, que vai dar ao Castelo..." E lá fomos!
O esforço da subida interrompia-nos, aqui e ali, a tagarelice. E chegámos perto do castelo, ou melhor fortaleza, onde se encontra a esplanada mais bonita que eu conheço. Mas a falta de coragem de subir mais um pouco, levou-nos a descer até à cidade e retomar o caminho do Parque.
Já a escurecer fomos tomar chá numa esplanada, no sopé da serra e sem vista para o mar. Confortável, com uma longa lista de chás ... Escolhemos chá verde com limão.
E, enquanto o chá arrefecia, disfrutámos da disponibilidade que, geralmente, não temos.
Não, não vimos estevas em flor. Um pequeno detalhe sem importância, neste fim de tarde, de início de Primavera.
Fotos de autoria da Ana
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