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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A quem passa por aqui, por acaso, ou não.

"A minha maior ambição é ficar, um dia, tão espantado com qualquer coisa que faça, como fiquei espantado com muita música que ouvi.  É difícil ... tanto que o tempo vai passando, e o espanto, a capacidade de espanto, tende a desaparecer, ou ficar menos ativa, de algum modo." JP Simões

Este post é dedicado a alguém que não perdeu essa capacidade.



Apesar de sabermos que nos é familiar, é sempre boa a sensação de pensarmos que é a primeira vez que a ouvimos.

I'll Be There é uma canção soul escrita por Berry Gordy, Jr., Bob West, Hal Davis, and Willie Hutch, gravada pela primeira vez por Jackson Five, em 1970. Aqui, em As estações do ano,  Imany.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Abissalmente diferentes, porém tão próximos ...

... no essencial*. Esta publicação é dedicada especialmente à Ana ... e a todos os meus amigos de quem eu sou abissalmente diferente.

*A essência de uma coisa é o seu ser verdadeiro e profundo (por oposição às aparências). Uma propriedade de um objecto é essencial quando sem ela esse objecto não poderia existir.  em Lexicon















Espiral celeste: foto da autoria da Ana

LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

 E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Um chá de rooibos para duas pessoas.

Uma amiga minha disse-me que, hoje, passava por aqui. Especialmente para ela:

"Mma Ramotswe tinha uma agência de detectives em África, no sopé dos montes Kgale. O total dos seus haveres consistia numa pequena carrinha branca, duas secretárias, duas cadeiras, um telefone e uma velha máquina de escrever. Havia também uma chaleira, onde Mma Ramotswe - a única detective particular do Botsuana - onde fazia chá de rooibos. E três canecas - uma para ela, uma para a sua secretária, e outra para o cliente. De que mais precisa uma agência? As agências de detectives assentam na intuição e inteligências humanas, e Mma Ramotswe possuía ambas em abundância. É claro que nenhum inventário as incluiria."



Assim começa o romance de Alexander McCall Smith, A agência nº 1 de mulheres detectives, editorial Presença, 2ª edição.

E, para todos os que passarem por aqui, duas propostas para este outono: leitura deste livro (ou de outro!) e uma chávena de chá de rooibos com amêndoas, a acompanhar a leitura ou a boa companhia. Fiquem bem!

domingo, 2 de maio de 2010

Às mães destes filhos.


















  Costa da Caparica, 1967 (?)

Hoje, dia da mãe, gostaria de falar das mães destes filhos (falta um rapaz, mais novo). Três mães que, naturalmente, lhes ensinaram os valores da amizade. Solidariedade, entreajuda, partilhas de tristezas e alegrias uniram estas mulheres, num momento em que a guerra do ultramar "justificava" a ausência dos pais dos seus filhos nas suas vidas.

Ainda, hoje, somos amigos. Há quantos anos? Uma vida!
Estou certa que este privilégio se deve a estas três mulheres a quem eu, aqui, neste dia, gostaria de agradecer e aos filhos que, de uma maneira ou de outra, conseguiram, ao longo destes anos, manter esta amizade.

A estas mães, às quatro mães da fotografia e a todas as mães, que por aqui passarem, um feliz dia da Mãe.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Facebook: encontro de amigos e de memórias.


Encontrei um nome conhecido, que me levou a encontrar um amigo de outro(s) amigo(s), que não encontrei. Memórias de outros tempos, de outros lugares e de outras pessoas. O que as unia?

Só me ocorre uma palavra: Gerês.

Um Gerês, então, desconhecido, paradísiaco, de prados e lagoas escondidas, (quase) inacessíveis. Privilégio dos verdadeiros conhecedores e amantes desta serra, com quem eu um dia me cruzei e com quem eu fiquei, uns anos...

Partilharam comigo alguma dessa paixão.
Gerês, de onde se vêem, verdadeiramente, todas as estrelas.

Foto: Vilarinho das Furnas, anos 80.
Foto de Rui Guerreiro

sábado, 3 de abril de 2010

Estevas em flor no início da Primavera?!











         Serra da Arrábida: estevas

Eu e a Ana éramos para ir ao Ginásio. Sim, porque fazer exercício físico é importante! Então, a Paula perguntou-nos "Não preferem ir andar à beira mar?" Rapidamente mudámos os planos.
Às cinco da tarde em ponto, lá estávamos, no Parque Urbano, para o nosso passeio. Começámos por subir umas ingremes escadas que, logo, tornámos a descer. E depois junto ao mar, sempre com a serra ao lado, passámos de praia em praia até as rochas nos barrarem o caminho.
Alcançámos a estrada, mas o desafio seguiu-se. "Conheço um caminho, pela serra, que vai dar ao Castelo..." E lá fomos!
O esforço da subida interrompia-nos, aqui e ali, a tagarelice. E chegámos perto do castelo, ou melhor fortaleza, onde se encontra a esplanada mais bonita que eu conheço. Mas a falta de coragem de subir mais um pouco, levou-nos a descer até à cidade e retomar o caminho do Parque.
Já a escurecer fomos tomar chá numa esplanada, no sopé da serra e sem vista para o mar.  Confortável, com uma longa lista de chás ... Escolhemos chá verde com limão.
E, enquanto o chá arrefecia, disfrutámos da disponibilidade que, geralmente, não temos.
Não, não vimos estevas em flor. Um pequeno detalhe sem importância, neste fim de tarde, de início de Primavera.

Fotos de autoria da Ana    

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Como nos aquecer ...

Neste fim de Inverno, numa tarde tão fria de Domingo, só o quentinho do Fórum Almada e a companhia dos livros (e não só!), da FNAC, e um cházinho quente com torradas no piso superior de um cafézinho, no Oeiras Park, para nos aquecer. Umas horinhas bem passadas em boas companhias.