sábado, 22 de setembro de 2012

Outono com Lhasa | Mi vanidad

O outono começa hoje à tarde! Apreciemo-lo como ele merece.

1 comentário:

Vítor Alves disse...

Obrigado pelo convite.

Deixo um poema de Flobela Espanca, uma poetisa muito cara ao Porto e Matosinhos, em particular.

Outonal

Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio… Olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País do Vago…


Veludos a ondear… Mistério mago…
Encantamento… A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago…


Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
- Vestes a terra inteira de esplendor!


Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor…


(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)